segunda-feira, 25 de maio de 2020

Com os pés na terra e os olhos na vastidão do céu.


Silêncio. A menina brinca com seu corpo. A mãe sentada ao chão observa, fotografa, olha mais uma vez. Vê o giz que a menina deixou ali. E nasce a vontade de rabiscar. Desenhar. Ao menos tentar. Lembra-se da infância e se entrega. A menina tão absorta no experimentar-se entre o céu e a terra vê a mãe com o giz. Pára. Olha. Vai até a mãe. Em silêncio senta-se ao seu lado. Vê as flores que a mãe fez e do outro lado vem o desejo de fazer nascer árvore frondosa. Sente o vento. Faz. Olha mais uma vez. Sente desejo das alturas a invadir seu espírito de menina borboleta. E faz o céu. Olha para o céu que recem desenhou. Sente-se satisfeita, protegida. Com o véu celestial. Olha para o céu azul lá no alto. Sorri. Levanta-se e volta a tentar alcançar o céu com seu corpo. A mãe continua ali, sentada. E sente falta do chão, da terra, da sustentação. Pega o giz. E o verde nasce ali. Ao chão. De suas flores até a árvore da menina. O cordão umbilical. Que é ancestral. Que é familiar. Olha o desenho. Vê. As raízes que sustentam uma árvore frondosa vem de muito longe. Suspira. Apenas, suspira. Sente-se inteira. Ali. Com os pés na terra e os olhos na vastidão do céu. A menina?! Continua ali a querer virar estrela.








O brincar no quintal da casa da mãe Andressa e sua filha Lorena numa escrita sensível de Gisele Becker.


A Semana Mundial do Brincar 2020 promovida pela Aliança pela Infância provoca em nós olhares aguçados para o brincar na infância. Este ano a temática é "Brincar entre o céu e a terra". Que tal aguçar o olhar para o brincar da criança que habita seu lar? Vamos compartilhar olhares para a potência do brincar entre o céu e a terra?

#semanamundialdobrincar
#brincarentreoceueaterra

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por deixar o seu comentário e enriquecer ainda mais o nosso trabalho.