segunda-feira, 25 de maio de 2020

Ao brincar entre o céu e a terra.



A terra. Os pés que tocam a terra. As mãos. A força dos dedos impressas na terra. A vontade de abrigar o alimento. De fazer-se pote, panela, copo, jarra. De tornar-se recipiente. As mãos da mãe moldam a terra e as memórias são despertadas. Sente-se criança pequena que brinca ao chão. Vê seu pai ali ao seu lado, avô de seus filhos. Vê sua mãe ali perto, avó de seus filhos. E aquele quentinho no peito de quem sente o amor que vem de muito longe. Sente-se recipiente repleta de um alimento nutritivo ancestral. Sente-se recipiente que oferece alimento saboroso aos seus próprios filhos. Ali ao chão do quintal de sua casa.


Sua filha lhe oferece uma flor. Leve, branca e com traços da terra. A flor a desperta, a acorda de um sonho antigo. Sente o perfume. Não só da flor. De uma brisa que sopra vinda do mar. Fresca. Seu filho traz ramos verdes. O vazio dos potes é preenchido pelas flores e ramos dos filhos. E o encontro se faz. E num gesto simples o passado e o futuro se tocam. A terra e o céu. Os avós e os netos. O velho e o novo. Ali ao chão do quintal de sua casa. Ao brincar entre o céu e a terra.









O Breno e a Amanda brincando ao lado da mãe Angela, num registro fotográfico acurado do pai Fabiano. E uma escrita sensível da professora Gisele Becker.

A Semana Mundial do Brincar promovida pela Aliança pela Infância provoca em nós olhares aguçados para o brincar na infância. Este ano a temática é "Brincar entre o céu e a terra". Que tal olhar com olhos de criança?

#semanamundialdobrincar
#brincarentreoceueaterra



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por deixar o seu comentário e enriquecer ainda mais o nosso trabalho.